Dia Internacional da Proteção de Dados Pessoais: como proteger as informações privadas em dispositivos móveis diante de ataques com IA
? Especialistas apontam que os dispositivos móveis se tornaram um dos principais focos de risco para as informações pessoais.
? Em uma região marcada pelo avanço de ataques impulsionados por inteligência artificial, o Brasil concentra 84% das tentativas de ciberataques na América Latina.
No próximo 28 de janeiro, o Dia Internacional da Proteção de Dados Pessoais convida à reflexão sobre como as informações privadas são protegidas em um ambiente cada vez mais digitalizado. Nesse contexto, os dispositivos móveis, que armazenam dados bancários, credenciais de trabalho, conversas e conteúdos pessoais, tornaram-se um dos pontos mais críticos para a privacidade. A rápida evolução da inteligência artificial aumentou a sofisticação dos ataques, facilitando o acesso indevido a dados pessoais e expondo tanto usuários quanto organizações a riscos crescentes de vazamentos e fraudes.
Esse cenário é especialmente desafiador para o Brasil. Somente no primeiro semestre de 2025, o país concentrou 315 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, o que representa 84% do volume total registrado na América Latina, segundo dados apresentados no evento Fortinet Cybersecurity Summit Brasil, em agosto de 2025.
Já de acordo com a Cipher, empresa global de cibersegurança do Grupo Prosegur, os ataques bem-sucedidos na região tiveram como alvo dispositivos móveis, devido à facilidade de acesso a informações pessoais e corporativas por meio de aplicativos bancários, e-mails corporativos e redes sociais.
A exposição de dados pessoais é agravada pelo uso de inteligência artificial generativa na criação de malwares e campanhas de phishing cada vez mais personalizadas, capazes de enganar até mesmo usuários experientes. Essas técnicas automatizadas reduzem o tempo de execução dos ataques e ampliam seu alcance, aumentando os riscos para a privacidade, especialmente em organizações que adotam modelos de trabalho remoto. Com mais de 70% dos incidentes associados a falhas humanas, a proteção dos dispositivos a partir dos quais se acessam dados pessoais tornou-se um fator-chave para a continuidade dos negócios e o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
“A tecnologia nos trouxe múltiplas formas de nos conectarmos e acessarmos nossas informações pessoais por meio de dispositivos móveis, mas também ampliou as vulnerabilidades. Proteger esses equipamentos já não é opcional; é uma condição essencial para resguardar os dados pessoais e a privacidade, tanto no âmbito individual quanto corporativo”, afirma Catarina Viegas, CEO da Cipher para a América Latina.
Nesse contexto, a executiva destaca que a inteligência artificial também pode ser uma aliada na proteção de dados. “A mesma tecnologia que hoje potencializa os ataques também fortalece as defesas. Na Cipher, utilizamos analítica avançada e monitoramento contínuo para antecipar comportamentos anômalos antes que se transformem em um vazamento de dados pessoais”, explica Viegas.
Por ocasião do Dia Internacional da Proteção de Dados Pessoais, a Cipher compartilha uma série de recomendações para reduzir o risco de exposição de informações privadas em dispositivos móveis:
1. Ativar o cifrado e a gestão remota: Garantir que os equipamentos contem com criptografia de dados e possibilidade de bloqueio ou limpeza remota em caso de perda ou roubo.
2. Utilizar autenticação multifator (MFA): Adicionar uma camada extra de segurança para o acesso a aplicativos bancários, e-mails e plataformas de trabalho.
3. Manter os sistemas atualizados: Instalar sempre as últimas versões de software e patches de segurança no sistema operacional e nos aplicativos.
4. Evitar redes Wi-Fi públicas: Conectar-se apenas a redes seguras ou utilizar uma rede privada virtual (VPN) para criptografar o tráfego.
5. Conscientização contra Phishing de IA: Desconfiar de mensagens excessivamente urgentes ou sites que solicitem dados sensíveis, mesmo que pareçam legítimos.
6. Separar o uso pessoal do profissional: Em modelos de Bring Your Own Device (BYOD), estabelecer políticas claras de segurança para isolar os dados corporativos dos aplicativos pessoais
Por meio dessas iniciativas, a Cipher reafirma seu compromisso com a promoção de uma cultura de proteção de dados pessoais, apoiando empresas e usuários na construção de ambientes digitais mais seguros diante das ameaças emergentes.
Sobre a Cipher
A Cipher é uma empresa global de cibersegurança fundada no ano 2000. Oferece uma ampla gama de serviços, incluindo a identificação e melhoria contínua da postura de cibersegurança, por meio da redução da superfície de ataque, detecção e resposta a incidentes cibernéticos e proteção de ativos digitais em ambientes IT, OT e Cloud. Esses serviços são respaldados pelo Cipher Lab, um laboratório de elite em inovação em cibersegurança, e por três centros de cibersegurança operando 24x7. A Cipher é amplamente reconhecida, com certificações como ISO 27001, ISO 22301, ISO 20000, ISO 9001, SOC I, SOC II, PCI QSA, PCI ASV e CREST. A qualidade de seus serviços já foi reconhecida por renomadas empresas de pesquisa como Gartner, Frost & Sullivan e Forrester.
Mais informações: www.prosegur.com.br

















