Segurança física deixa de ser apenas operacional e ganha espaço na estratégia - NetSeg

Segurança física deixa de ser apenas operacional e ganha espaço na estratégia

Estatísticas | 2026-09-14

Dados do mercado brasileiro mostram que tecnologia, risco, finanças e gestão estão cada vez mais conectados nas decisões sobre segurança. 

Por Bruno Bomfim, Regional Marketing Manager da Genetec 

Nos últimos anos, a segurança física passou por uma transformação que vai muito além da adoção de novas tecnologias. Ela deixou de ser vista apenas como uma operação de proteção e passou a participar de discussões sobre continuidade dos negócios, gestão de riscos, eficiência e estratégia. O que antes ficava concentrado em uma área especializada agora mobiliza diferentes lideranças dentro das organizações. 

Os dados brasileiros do relatório Estado da Segurança Física 2026, da Genetec, ajudam a dimensionar essa mudança. Entre os usuários finais respondentes no Brasil, 60% apontam a participação da liderança executiva nas decisões de compra de segurança, enquanto Finanças aparece em 59% das respostas e TI, em 36%. Mais do que uma mudança de interlocutores, esse movimento revela uma transformação no próprio critério de valor. Projetos de segurança passaram a ser avaliados também por retorno, governança, resiliência e capacidade de apoiar a operação. 

Para quem acompanha tendências de mercado, esse é um sinal importante. Cloud, inteligência artificial e colaboração com TI não são movimentos isolados. Juntos, eles mostram que a segurança física está se tornando uma plataforma mais conectada ao negócio, capaz de gerar informações úteis e de acompanhar a evolução das organizações. 

Da proteção à inteligência 

Ao acompanhar de perto o processo desta pesquisa, um dos resultados que mais me chamou a atenção foi o avanço dos dados de segurança para além da operação. Entre os usuários finais respondentes no Brasil, 52% indicam que a liderança executiva recebe dados de segurança física. Esse resultado sugere que vídeos, registros de acesso, alarmes e informações de sensores passam a ter valor não apenas quando ocorre um incidente, mas também quando ajudam a compreender rotinas, priorizar investimentos e apoiar decisões. 

Essa evolução depende de colaboração. O relatório mostra que 72% dos respondentes brasileiros relatam algum nível de trabalho conjunto entre Segurança Física e TI. Em parte das organizações, as áreas continuam separadas, mas colaboram em projetos específicos; em outras, trabalham de forma próxima ou já operam de maneira integrada. Não se trata de dissolver responsabilidades, e sim de reconhecer que os desafios atuais exigem competências complementares. 

Na prática, TI contribui com conhecimentos de infraestrutura, cibersegurança, governança e integração. Segurança Física traz o entendimento dos riscos, dos processos e das necessidades operacionais. Quando essas perspectivas se encontram, a conversa deixa de ser apenas sobre equipamentos e passa a incluir arquitetura, dados, experiência do usuário e estratégia de longo prazo. 

IA com propósito, não como fim 

A inteligência artificial é outro indicador dessa mudança. Entre os usuários finais respondentes no Brasil, 77% já implementaram ou planejam implementar IA. O número chama a atenção, mas a leitura mais relevante está no tipo de valor que as organizações esperam obter. 

As aplicações mais consistentes tendem a apoiar a priorização de eventos, acelerar investigações e automatizar tarefas repetitivas. O ponto central não é quantos algoritmos uma solução oferece, mas se ela ajuda as equipes a responder melhor, reduzir carga operacional e tomar decisões com mais contexto. 

Esse olhar também exige responsabilidade. Em ambientes de segurança, a adoção de IA precisa caminhar com governança, transparência, proteção de dados e supervisão humana. Tecnologia sem um problema claro para resolver pode gerar complexidade. Tecnologia aplicada com propósito pode ampliar a capacidade das equipes sem substituir o julgamento de quem conhece a operação. 

Modernizar sem começar do zero 

A visão de futuro indicada pela pesquisa também é reveladora: 78% dos usuários finais respondentes no Brasil projetam ambientes cloud ou híbridos para a segurança física nos próximos cinco anos. Isso não significa uma migração uniforme ou imediata. Ao contrário, reforça a ideia de que modernização será, em grande parte, uma jornada gradual. 

Organizações têm necessidades, riscos, infraestrutura e legados diferentes. Por isso, a arquitetura mais adequada pode combinar recursos locais, de borda e de cloud. Para 61% dos respondentes, a economia é um motivador para a cloud híbrida, mas flexibilidade, continuidade e capacidade de evolução também fazem parte dessa decisão. 

Esse cenário favorece uma abordagem aberta e interoperável, na qual as empresas possam integrar sistemas, preservar investimentos e escolher quando e como avançar. A discussão mais madura não é “cloud ou on-premises”, mas qual combinação entrega o melhor equilíbrio para cada operação. 

Uma nova régua de valor 

O futuro da segurança física será cada vez menos sobre equipamentos isolados e mais sobre arquitetura, dados e capacidade de adaptação. Essa mudança não elimina os fundamentos tradicionais da proteção. Ela amplia seu alcance. 

Controle de acesso e IA aparecem entre as prioridades de investimento dos respondentes brasileiros, com 55% e 54%, respectivamente. A proximidade desses percentuais é simbólica: o mercado não está simplesmente trocando o tradicional pelo novo. Está combinando fundamentos consolidados com recursos de inteligência e automação. 

Minha leitura é que as organizações mais preparadas serão aquelas capazes de conectar essas frentes com uma estratégia de longo prazo. Isso significa avaliar tecnologias não apenas pelo que entregam hoje, mas pela facilidade de integração, pela postura de cibersegurança e privacidade, pela liberdade de escolha entre modelos de implantação e pela capacidade de acompanhar novas demandas. 

A segurança física está ganhando espaço na agenda executiva porque passou a produzir valor para além da resposta a incidentes. Quando pessoas, processos e tecnologia trabalham de forma coordenada, a área contribui para operações mais resilientes, decisões mais informadas e uma evolução tecnológica coerente com o negócio. Mais do que uma tendência de tecnologia, essa é uma mudança de mercado, e ela já está em curso no Brasil. PARTICIPE AQUI!

Sobre a Genetec 

A Genetec Inc. é uma empresa global de tecnologia que vem transformando a indústria de segurança física há mais de 25 anos. O portfólio de soluções da empresa permite que empresas, governos e comunidades em todo o mundo protejam pessoas e bens, ao mesmo tempo em que melhoram a eficiência operacional e respeitam a privacidade individual. 

A Genetec oferece soluções reconhecidas internacionalmente em gestão de vídeo, controle de acesso e ALPR, reconhecimento automático de placas, todas desenvolvidas com uma arquitetura aberta e projetadas com foco em cibersegurança. O portfólio da empresa também inclui soluções para detecção de intrusão, intercomunicação e gestão de evidências digitais. 

Com sede em Montreal, Canadá, a Genetec atende seus clientes por meio de uma extensa rede de parceiros de canal e consultores certificados em mais de 159 países. Para mais informações sobre a Genetec, visite: https://www.genetec.com/br