Resistência cultural (24,8%) está entre as principais barreiras nas empresas quando o assunto é segurança, aponta pesquisa da Avantia
Quase metade das organizações (47,6%) reconhece que os sistemas de segurança evitam perdas e prejuízos financeiros, indo além da função básica de proteção, mas 32,3% apontam que ainda há falta de valorização interna (17,1%) e necessidade de maior apoio de outras áreas (15,2%).
A ausência de uma cultura preventiva em segurança eletrônica/digital ainda representa um dos principais desafios enfrentados pelas empresas no Brasil. Apesar da crescente digitalização das operações e do aumento das ameaças físicas e cibernéticas, muitas organizações ainda adotam uma postura reativa, investindo em proteção apenas após incidentes relevantes. De acordo com a quarta edição do Relatório de Segurança Eletrônica – Panorama 2025 e Tendências 2026, da Avantia Tecnologia e Segurança, as maiores barreiras para adoção de soluções integradas de tecnologia e segurança em geral nas organizações são resistência cultural (24,8%) e alto custo (61%).
Quase metade das organizações (47,6%) reconhece que os sistemas de segurança evitam perdas e prejuízos financeiros, indo além da função básica de proteção. No entanto, 32,3% apontam falta de valorização interna (17,1%) e necessidade de maior apoio de outras áreas (15,2%). Segundo o diretor comercial para Área Privada da Avantia, Mario Tranche, ainda existe uma percepção equivocada sobre os investimentos em proteção dentro das empresas. Para ele, um dos maiores desafios é justificar os investimentos nessa área, devido à falta de uma cultura sólida. Além disso, devido à distância que ainda existe entre o usuário final e suprimentos, muitas aquisições são por custo, e não por valor.
“Em muitos casos, a segurança ainda é tratada como custo e não como estratégia de continuidade do negócio. A depender do porte da companhia e do segmento, como o de energia, por exemplo, o investimento necessário pode chegar na casa dos milhões de reais para grandes projetos, mas os prejuízos decorrentes da ausência de proteção podem facilmente alcançar bilhões, principalmente quando falamos de interrupções operacionais, sabotagem, roubo de ativos ou incidentes de grandes proporções”, afirma. Entre os principais riscos associados à falta de segurança eletrônica estão furtos de cabos e cobre, furtos de equipamentos de alto valor, invasões a áreas restritas, vandalismo, espionagem industrial, causando interrupções no fornecimento de energia, acesso não autorizado a centros operacionais e ataques coordenados que comprometam ativos estratégicos.
Setor de energia está entre os mais visados
O estudo da Avantia foi realizado no final de 2025 com a participação de 105 organizações de diferentes portes e setores, como tecnologia, indústria, setor público, serviços, logística, energia, construção e agronegócio. A maioria das empresas é brasileira, com presença de multinacionais, e os respondentes ocupam cargos estratégicos, como CEO, CIO, CTO e gestores de segurança.
Historicamente, o setor de energia é um dos mais atacados. Nas empresas de transmissão e distribuição elétrica, por exemplo, a invasão de subestações pode provocar interrupções no abastecimento, afetando milhares de consumidores e setores essenciais da economia. Já em usinas de geração, sejam hidrelétricas, solares ou eólicas, projetos de monitoramento sem uso de analíticos sem pronta resposta podem abrir brechas para furtos, danos estruturais e paralisações operacionais. No segmento de óleo e gás, refinarias, terminais e dutos exigem vigilância rigorosa devido ao alto potencial de acidentes ambientais e riscos relacionados à integridade operacional.
De acordo com Mario Tranche, a prevenção, tanto neste segmento quanto nos demais, precisa ser incorporada à cultura organizacional, indo além da simples instalação de equipamentos. “Não basta ter câmeras ou controle de acesso se não houver inteligência por trás da operação. Segurança eletrônica envolve análise de riscos, monitoramento contínuo, integração de sistemas, protocolos de resposta. Quando existe uma cultura preventiva, a empresa consegue antecipar ameaças antes que elas se transformem em crises”, explica.
A adoção de tecnologias integradas, como videomonitoramento inteligente, sensores perimetrais, em alguns casos bloqueios físicos, como cercas elétricas, controle e gestão de acesso, reconhecimento de comportamento suspeito e centros integrados de operação, tem se tornado um diferencial competitivo para empresas que buscam maior resiliência operacional e proteção patrimonial. Para Tranche, o maior desafio ainda está na mudança de mentalidade das lideranças empresariais.
“Muitas organizações ainda investem após sofrer uma perda importante. E muitas vezes de forma desordenada, sem projeto de longo prazo. No setor de energia, esse pensamento é especialmente perigoso porque estamos falando de operações críticas, que impactam diretamente a economia e a população. Segurança deve ser entendida como investimento em continuidade, confiabilidade e sustentabilidade do negócio”, conclui.
Sobre a Avantia
Com 28 anos de atuação, a Avantia é uma das líderes do mercado brasileiro em segurança eletrônica, unindo tecnologia de ponta, inovação contínua e inteligência artificial para transformar imagens em informação estratégica. Nosso propósito é cuidar das pessoas, promovendo ambientes mais seguros e eficientes. Atuamos com a missão de liderar a transformação digital da segurança na América Latina, gerando valor para empresas por meio da melhoria de processos e redução de custos operacionais.



















