Polícia Militar encena medidas de segurança para a Copa do Mundo - NetSeg

Polícia Militar encena medidas de segurança para a Copa do Mundo

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Simulações foram realizadas no dia 13/07/11, em Curitiba. Secretário da Segurança Pública diz que policiais estão prontos. Sete minutos e 25 segundos é o tempo que as delegações e autoridades presentes para os jogos da Copa do Mundo de 2014, em Curitiba, levarão para se deslocar de um hotel de luxo do centro da cidade até a Arena da Baixada, estádio que receberá o mundial. O trecho de aproximadamente 3 km terá batedores da Diretran e escolta do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope). 

O tempo foi cronometrado pela reportagem durante uma demonstração realizada pela Polícia Militar na manhã do dia 13/07. O objetivo, segundo a nota oficial, era treinar a segurança em eventos públicos de grande porte, como a Copa do Mundo e a Copa das Confederações. O texto diz que os policiais estão prontos para as ocorrências críticas. 

Caso Curitiba seja sede da Copa das Confederações, faltam dois anos para o início da competição. O comandante do Bope, Nerino Mariano de Brito, diz que "não se prepara uma tropa antiterrorista em semanas ou meses". Um soldado do Bope, ao apontar para motos em alta velocidade, orgulha-se: "Não começamos ontem". 

Percurso 

O treinamento durou cerca de três horas e começou com o comboio escoltado do hotel ao estádio. No ônibus da frente, a imprensa; no de trás, as "autoridades" (vereadores, secretários do governo e pessoal da Justiça). O percurso é bloqueado, a cada quadra, por batedores em motocicletas de 600 cilindradas. 

Sob os olhares curiosos de pedestres e motoristas, e rodeado por viaturas do Bope e dois helicópteros, o comboio não para nenhuma vez até chegar ao estádio. "A orientação é para que não pare nunca, para que as pessoas, paradas, não virem um alvo fácil", afirma o tenente do Bope Marcos Peres. Na entrada do estádio, mais simulação. Um pequeno explosivo é escondido em uma das rodas de um ônibus. É então localizado pelo cão farejador (que também anda fardado), retirado e detonado em segurança pela equipe do Esquadrão Antibombas. A roupa utilizada pelo perito treinado na Argentina pesa 35 kg e protege contra estilhaços e calor, além de amortecer a queda em caso de explosão.